FASHION FIGHT: VOGUE USA vs BLOGGERS ( ENTENDA AQUI ESSA POLÊMICA)

A partir da última semana de moda de Milão , alguns editores da Vogue América resolveram de forma àcida e bem direta desferir críticas aos fashion bloggers e digitals influencers em geral.

Entenda de fato o que está por trás dessa confusão toda aqui nesse post e tirem suas próprias conclusões.

fashion-fight

Existe uma rivalidade no mundo da moda que parece estar chegando a um ponto de ebulição.

Num editorial conjunto sobre a Semana de Moda de Milão, que decorreu de 21 a 27 de setembro na cidade italiana, quatro jornalistas da ‘Vogue’ americana criticaram as bloguers de moda, apelidando-as de "patéticas" e pediram que se dedicassem a outro tipo de negócio.

A diretora criativa digital Sally Cantor, a chefe da secção de comentários Sara Mower, a especialista em desfiles Nicole Phelps e a editora de notícias online Alessandra Codinha são as quatro jornalistas da ‘Vogue’ que condenaram o estilo de rua das ‘digital influencers.

As jornalistas  criticam também as mudanças frequentes de roupa destas fashionistas:  "Mudam de roupa dos pés à cabeça de hora a hora: por favor, parem. Procurem outro tipo de negócio. Estão a anunciar a morte da moda".

Na contramão das blogueiras observamos que a maioria dos editores de revista de moda tendem a usar a mesma roupa todos os dias para uma longa programação de shows, enquanto muitos blogueiros — e celebridades — foram conhecidos para alternar entre as apresentações, criando mais aparições como eles vão.

Obviamente que de forma rapida várias bloggers e digital influencers se colocaram contra as críticas ácidas

"A única coisa patética aqui é o artigo ciumento, hipócrita e mal-intencionado. Vocês são o tipo de pessoas que deram ao mundo da moda uma reputação de frieza, inóspita e implacável. Felizmente esses tempos estão mudando. Uma instituição como a Vogue devia respeitar os jovens empresários em vez de menosprezá-los", responde a bloguer Shea Marie, que tem um milhão de seguidores no Instagram, à publicação, de acordo com as citações foram divulgadas pelo ‘El País’.

Bem a minha análise é que em parte os editores tem a sua razão , haja vista que muitas bloggers já perderam a identidade de estilo face aos looks patrocinados e ao troca-troca para cada desfile.

Outro ponto controverso é a confusão estabelecida nas ruas com o número expressivo de fotógrafos tomando as ruas , muitas vezes de fato essa dinâmica atrapalha o fluxo natural do tráfego das cidades e põe de fato os mais desavisados em riscos.

Agora é o seguinte é importante saber que muito do contido da crítica dos editores foram ocasionado pelos mesmos e seus pares responsáveis pelas editorias de moda que  não se reivinetaram e não foram honestas com seus leitores abrindo espaço para essa nova frente de influenciadores existerem e contribuirem para o mercado de moda.

Importante mencionar também que muitos desses fotógrafos prestam serviços de freelancers para as próprias revistas ou sejam eestão criticando algo que é  financiado por elas mesmo.  Uma incongruência!

Outro ponto que mereçe destaque é o de que classificar como patéticas um grupo de jovens empresárias empreendedoras é um tanto quanto sem nexo , uma vez a quantidade de fluxo que essas influencers geram para a economia de moda é muito alto.

As bloggers e os digitais influencers cresceram e chegaram ao patamar que estão muito por um erro grosseiro das revistas de moda de não conseguirem conectar o consumidor final com os editoriais apresentados em suas revistas.

Muito dessa falta de conexão nasceu pelo patrocínio das marcas que exigiam que os editoriais fossem fidedígnos as peças de coleção das patrocinadoras , ocasionado assim uma falta de indetificação do consumidor final dando espaço para pessoas reais serem a nova ponte de conexão entre consumidor final e as marcas.

Se não vejamos , o que mais o grande público quer é conhecer as tendências e aplicá-las no seu dia a dia de acordo com a condição social de cada um e nesse sentido as bloggers desempenham um trabalho primoroso de dismistificar a moda e torná-la acessível a um maior números de pessoas.

De modo geral eu encontro dois aspectos muito perigosos na crítica dos editores da Vogue , hipocrisia com um misto de revanchismo, quanto mais um polo estabelecer e fortalecer uma relação sadia de comoriência entre o outro quem ganhará sempre será a cultura/ informação de moda, o mercado e seus consumidores finais.

Por fim não posso deixar de mencionar que concordo veementente com as palavras da operária da moda  Consuelo Blocker, esse pessoal da nova geração de bloggers e influenciadores digitais precisam perceber que eles fazem parte de um seletíssimo grupo que servem de ponte entre o consumidor final , público em geral e as novas tendências de moda apresentada nas passarelas.

Eles ocupam uma posição de privéligio e infelizmente não entendem em sua maioria que  a contrapartida deve ser muito mais do que fotos de street style e snapchats pernósticos mostrando um life style extravagante e distante do público real.

Informação de moda , textos com qualidades , transmitir de forma prática e absoluta o que essa posição de privilégio dada pelos consumidores , pode oferecer. Infelizmente falta capacitação técnica e formação para muita delas que cresceram de forma meteórica e esquecem da responsabilidade de informação que está atrelada a  essa ascenção.

E vocês o que pensam sobre o assunto?